Siderúrgicas defendem, em documento, reforma tributária para reduzir custo Brasil.

O Instituto Aço Brasil divulgou, na última terça-feira, 13 de setembro, uma carta elaborada pelo setor após a realização do Congresso Aço Brasil, nos dias 23 e 24 de agosto. O documento lista as principais conclusões e propostas debatidas no evento.

Leia a carta:

“O Congresso Aço Brasil deste ano teve a participação, de forma presencial e online, de 787 congressistas, entre os quais, representantes da indústria do aço e da cadeia metal-mecânica, bancos, consultorias, academia e organismos internacionais.

Ao longo do Congresso, foram debatidos temas de grande atualidade e relevância como a nova ordem econômica mundial e a inserção do Brasil nessa nova realidade, o papel estratégico do aço no desenvolvimento econômico e o crescente papel dos vetores sociais e ambientais na governança das empresas.

Temas tratados no Congresso do Aço:

– A vulnerabilidade das cadeias globais devido à pandemia do COVID-19. Houve o boom internacional dos preços de matérias-primas e insumos energéticos e elevação da inflação em todo o mundo. Esse cenário foi ainda mais agravado pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

– A disruptura de cadeias produtivas mostrou a interdependência entre os países para suprimentos de diferentes insumos e produtos. O reshoring vem ganhando relevância para reduzir tal dependência de outros países e fortalecer as cadeias de produção nacionais e regionais.

– Em especial para a indústria do aço, o atual contexto se agrava devido ao excesso de capacidade de produção de aço no mundo, da ordem de 518 milhões de toneladas, que tem provocado práticas predatórias de comércio e, em consequência, adoção de medidas de defesa comercial em vários países.

– A agenda ESG (sustentabilidade, diversidade e governança) vem tendo crescente importância e já influencia decisões de investimento e o valor das empresas.

– Há o compromisso da indústria do aço em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Entretanto, ações de curto e médio prazos requerem garantia de suprimento de gás natural a tarifas competitivas e maior oferta de sucata no mercado doméstico – exportar sucata é exportar oxigênio. Há necessidade de financiamento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias disruptivas, como o uso de hidrogênio e captura e estocagem de carbono.

– A indústria do aço investiu, de 2008 a 2021, R$ 158,7 bilhões e irá investir mais R$ 52,5 bilhões nos próximos cinco anos, o que demonstra a confiança no mercado doméstico brasileiro, apesar dos fatores que ainda afetam a competividade da

indústria nacional. É crucial e urgente que a abertura comercial seja feita em sintonia com a redução do Custo Brasil para evitar a transferência da geração de empregos e renda para outros países. A aprovação de uma reforma tributária ampla e o destravamento dos projetos de infraestrutura são medidas essenciais para promover o crescimento econômico sustentado do Brasil. PIB e consumo de aço andam juntos e são indissociáveis”.

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