Entidades criam Grupo Construção é + para impulsionar desenvolvimento do país. Leia artigo.

A experiência da covid-19 foi traumática para todo o mundo. Convivemos com o medo constante e perdemos entes queridos, mas conseguimos amainar essa ameaça sanitária respondendo ao vírus com ciência e tecnologia. A pandemia também reforçou ao redor do planeta uma percepção muito mais clara do significado da palavra resiliência. Tal capacidade de adaptação e adequação a novas realidades sempre foi a natureza da construção civil. As obras se adequam às necessidades humanas e ambientais ao longo do tempo, gerando desenvolvimento e melhor qualidade de vida, num ciclo virtuoso. Tudo isso foi ratificado neste período singular da nossa existência. Por exemplo, sem sair de casa, todos nós percebemos mais rapidamente as melhorias que deveriam ser feitas nos imóveis. Assim, a cadeia da construção se fez presente.

Reconhecida pelo governo brasileiro como atividade essencial na pandemia, a construção atuou de maneira consistente como uma âncora que preservou a atividade econômica – e, por consequência, empregos e renda – enquanto outros setores prudentemente tiveram de parar. Nossos profissionais deram sustentação a atividades fundamentais, cumprindo ações preventivas e protocolos rígidos de segurança para preservar o que temos de mais importante: a saúde das pessoas.

Essa atuação foi percebida nas ruas e nos números. Não só a construção permaneceu com faturamento crescente, como segue avançando em ritmo mais acelerado do que o PIB, colaborando para sucessivas revisões de crescimento para cima.

Mas os resultados atuais de PIB e do crescimento do emprego formal, embora promissores, não anulam os enormes desafios e o longo caminho ainda a ser trilhado. A indústria da construção deve seguir impulsionando o crescimento econômico, num universo que vai muito além da importante produção de moradias. São escolas, hospitais, portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, saneamento e infraestrutura para as cidades, gerando bem-estar para o cidadão, criando empregos e fazendo girar a roda da economia.

A expectativa é de que a construção cresça 3,5% neste ano e, por seu caráter de infraestrutura, siga acelerando outros setores. Para cada R$ 100 investidos na compra de um imóvel, por exemplo, outros R$ 36 são gastos em pós-obras, como móveis e artigos de decoração, incrementando o PIB e elevando a arrecadação de impostos.

De nossa parte, nós, representantes de 12 entidades do macrossetor da construção, desde o insumo básico até a incorporação e comercialização de materiais, nos constituímos como o grupo Construção é +, unindo esforços para contribuir para a consolidação do desenvolvimento econômico e social. Assim, defendemos uma atenção maior ao setor pelos governos, por exemplo, em coordenações em prol da construção e do desenvolvimento, sem necessidade de incremento de custos administrativos.

É notório, e os números comprovam, o papel estratégico da construção para enfrentar diferenças regionais e problemas sociais. Para isso, investimentos são necessários, quaisquer que sejam os desafios conjunturais.

Há uma enorme demanda reprimida por obras privadas e públicas – infraestrutura logística e urbana e equipamentos públicos são exemplos claros. O déficit habitacional brasileiro é de 7,8 milhões de moradias. Grandes obras de infraestrutura foram contratadas, porém as menores – que tanto afetam o cotidiano da população – têm sido mais uma vez abandonadas.

No pico das atividades da construção, registrado no início de 2014, o setor chegou a empregar mais de 3 milhões de trabalhadores. Embora o número esteja em 2,5 milhões, mesmo durante as dificuldades oriundas da pandemia geramos 251 mil vagas formais em 2022 até agosto, demonstrando que a nossa resposta é rápida, quando acionados. E em 2022 a construção, que tem participação de 6% do total de empregos no País, foi responsável por 11,5% das vagas criadas. Os dados reforçam a certeza de que a retomada do nível de atividade da construção implica mais geração de renda, mais emprego, mais recolhimento de tributos e mais desenvolvimento para o País.

A construção também colabora para o atingimento de metas climáticas. Além de dínamo para a economia, a construção é o grande veículo para melhorar a sustentabilidade do País, com planejamento urbano, projetos de edificações e de industrialização. A revitalização de centros urbanos, por exemplo, contribui para reduzir percursos e melhorar a vida das pessoas. E isso significa não só economia em energia, água e emissões de gases de efeito estufa, mas também diminuição da expansão urbana com a sua consequente redução da cobertura vegetal.

A indústria da construção é resiliente e sabe de sua responsabilidade na promoção da qualidade de vida do cidadão e no cotidiano das cidades. Cada real empregado na construção se converte num passo largo no caminho do desenvolvimento. Os investimentos públicos influem muito no ritmo dessa marcha. O Construção é + está à disposição dos governantes para, juntos, avançarmos em políticas de Estado que tenham na construção um acelerador do avanço do País.

*LUIZ CORNACCHIONI (ABRAFATI); RODRIGO NAVARRO (ABRAMAT); IRIA LÍCIA OLIVA DONIAK (ABCIC); LUIZ FRANÇA (ABRAINC); ALBERTO CORDEIRO (AFEAL); MAURÍCIO BORGES (ANFACER); NATEL MORAES (ANICER); GERALDO DEFALCO (ANAMACO); LUCIEN BELMONTE (ABIVIDRO); JOSÉ DOMINGOS SEIXAS (ABRAVIDRO); JOSÉ CARLOS MARTINS (CBIC); E LUIZ MARTINS (DRYWALL). Publicado originalmente no Estadão.

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